O Comitê lança Nota Técnica: O Cerco do Ouro – Garimpo ilegal, destruição e luta em terras Munduruku
Fonte: Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente a Mineração
Localizada no alto curso do rio Tapajós, sudoeste do Pará, e habitada tanto por comunidades Munduruku e Apiaká como por indígenas em iso- lamento voluntário, a TI Munduruku está localizada na margem direita do rio Tapajós, com uma área de 2.382 mil hectares. Junto com a TI Sai Cinza (também no alto Tapajós) e com a TI Kayabi (no baixo Teles Pires), essa Terra Indígena abriga cerca de 145 aldeias Munduruku. Há ainda terras Mun- duruku no médio Tapajós: as TIs Sawre Muybu e Sawre Ba’pin, e as reservas indígenas Praia do Índio e Praia do Mangue. Atualmente, a população Munduruku conta com cerca de 14 mil pessoas.
📍Destacamos alguns pontos centrais desta nota técnica:
- O avanço da exploração garimpeira nas terras indígenas (TI) habitadas pelo povo Munduruku no alto Tapajós é explicitado pelo aumento expressivo do desmatamento.
- Pesquisas indicam níveis preocupantes de mercúrio na população Munduruku do vale do Tapajós. A exposição ao metal se dá principalmente pela ingestão de peixes: base da dieta indígena. As principais origens da contaminação por metilmercúrio — forma mais perigosa deste metal — no Tapajós são atribuídas à garimpagem. Os danos da contaminação à saúde são diversos (neurológicos, imunológicos, digestivos etc.), e possivelmente irreversíveis.
- A intensificação da atividade garimpeira tem gerado um surto alarmante de malária entre os Munduruku do alto e médio Tapajós. Essa doença aparece entre as comorbidades que podem agravar quadros de Covid-19.
- A disseminação da Covid-19 entre os Munduruku do alto Tapajós coincidiu com o aumento da pressão sobre as suas terras para exploração aurífera em 2020. Em 1 ano foram registradas 31 mortes em decorrência dessa doença.
Leia mais e acesse a Nota Técnica completa:

Comentários
Postar um comentário