Pular para o conteúdo principal

Postagens

Em 11 anos o garimpo despejou no rio Tapajós a mesma quantidade de rejeitos do desastre de Mariana, de acordo com a Mídia Ninja

Foto: Daniel MarencoCom pouco mais de 100 mil habitantes e rodeada por Unidades de Conservação (UC), Itaituba, cidade no sudoeste do Pará, abriga uma outra cidade paralela nos limites do município. A cada 11 anos, o garimpo São João despeja 84 milhões de toneladas de rejeitos tóxicos no rio, a mesma quantidade despejada no desastre da barragem de Mariana, ocorrido em 2015, em Minas Gerais, e considerado um dos maiores crimes ambientais da história recente do Brasil.Com cerca de 27 mil garimpeiros, o caminho até o garimpo São João passa pela rodovia Transgarimpeira, às margens da BR-163, construída para facilitar a extração de ouro no local ainda durante a ditadura militar brasileira, nos anos 60.Em Itaituba são pelo menos 2.700 focos de garimpo ocorrendo fora da área do único legalizado: São João. O levantamento foi realizado pelo Instituto Escolhas e divulgado no início de outubro deste ano.Os dados relacionam o avanço do desmatamento e a operação de garimpos na Amazônia como princip…
Postagens recentes

LIVE ENCONTRO DOS RIOS XINGU/MADEIRA/TAPAJÓS

Participe neste dia 07 de Outubro a partir das 19H da Live "Encontro dos Rios Xingu, Madeira e Tapajós".

 Venha conhecer os Movimentos Populares  na  resistência referente ao barramento dos rios Xingu e Madeira. Vamos juntos saber:
▪︎ Quais os enfrentamentos e desafios?
▪︎ Quais lições tiradas desta luta que servem para o Tapajós?
▪︎ Como se encontram hoje estes movimentos  e os territórios após a implantação das hidrelétricas?
▪︎ O que faltou ou não faltou pra impedir a instalação dessas hidrelétricas?
▪︎ E quais as perdas socioambientais ?

Participação:
 > Antónia Melo (Xingu Vivo)
> Iremar Ferreira (Madeira Vivo)
>
Edilberto Sena (Tapajós Vivo)

Mediadora:
> Daniela Pantoja (Jornalista)

Transmissão pelas redes sociais: @TapajosdeFato @MovimentoTapajosVivo.

MTV Solidário: "Alimentando Esperança nos Territórios do Tapajós“ distribui cestas alimentícias e kits de higiene em bairros periféricos de Santarém

“Há um tempo só de paixão, grito e ternuraClamando as mudanças que o povo espera”                (Trecho da música Canta Francisco)
Acreditamos que esse tempo é agora e precisamos agir. Ficar de braços cruzados enquanto milhares de pessoas morrem, ou por conta desse vírus que se alastrou mundialmente, ou pela ausência de um prato de comida digno não vai resolver nada. É preciso usar esses braços para fortalecer a luta e alimentar a esperança daqueles que necessitam.Quantos trabalhadores e trabalhadoras ficaram sem os seus empregos, ou até mesmo sem os famosos “bicos”, que de alguma forma sustentavam os seus familiares. Observamos que ao longo desse processo muita iniciativas de solidariedade foram organizadas, e nós do Movimento Tapajós Vivo, não poderíamos ficar de fora, mobilizamos as nossas redes, articulamos as parcerias, e cá estamos com o MTV Solidário: "Alimentando Esperança nos Territórios do Tapajós“ que já iniciou a distribuição de aproximadamente 600 cestas alimentícias…

Implantação de energia solar avança na região do Tapajós

"Umas das iniciativas é organizada pelo Movimento Tapajós Vivo que luta contra a implantação de hidroelétricas nos rios da região” A busca pela implementação de uma energia mais limpa, que não agrida o meio ambiente e principalmente mais viável economicamente tem levado a iniciativas frequentes na região do baixo Tapajós. Uma delas é o Projeto Tapajós Solar, coordenado pelo Movimento Tapajós Vivo em parceria com o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental e Cáritas Brasileira, com apoio da Misereor.Desde o ano de 2019, diversas atividades pedagógicas e oficinas foram desenvolvidas como forma de sensibilizar as entidades do município de Santarém e Belterra (áreas urbanas e rurais) já contempladas com as unidades do Projeto. A primeira entidade solarizada foi a Sede do Grupo de Defesa da Amazônia (GDA)/Centro de Apoio a Projeto de Ação Comunitária (Ceapac). O prédio é utilizado para ações coletivas dos movimentos e organizações populares e sociais da região.Em seguida, o Es…

Sindicato dos Trabalhadores e trabalhadoras Rurais de Santarém será contemplado com energia solar

Por: Elmaza Sadeck
Na última segunda feira (03) o Movimento Tapajós Vivo, através do Projeto Tapajós Solar, oficializou os documentos com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR) de Santarém para a solarização do espaço, que será feita nos próximos meses.O principal objetivo do projeto é oferecer alternativa de energia limpa sem que seja preciso a instalação de usinas hidrelétricas no rio Tapajós. Além disso, também é uma forma de ajudar a diminuir o custo de energia. O STTR Santarém tem um local amplo, por isso o custo de energia é muito alto.Segundo Manoel Edivaldo, presidente do STTR Santarém, é importante ter um projeto de solarização como esse na região para mostrar que é possível ter energia de qualidade sem destruir os rios. “Esse projeto mostra para a população santarena e para os nossos governantes que é possível ter uma energia limpa, que não polui tanto comparado aos impactos das usinas hidrelétricas. A gente vai apresentar na prática aquilo que a gente prega: nós somos c…

Projeto Tapajós solar entrega faixas educativas sobre o combate ao coronavírus na Flona do Tapajós

Na última sexta feira (19) o Movimento Tapajós Vivo, através  do projeto Tapajós solar: Uma energia boa para salvar nosso rio, em parceria com Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental e Cáritas Brasileira entregou para as comunidades de São Domingos, Maguari e Jamaraquá, localizadas na Floresta Nacional do Tapajós (Flona), 10 faixas educativas sobre o combate ao coronavírus.  As faixas carregam as seguintes mensagens: “lave sempre as mãos, ao sair de casa use máscara, evite aglomerações de pessoa e cuide do Tapajós e da sua saúde”, que  devem alertar e sensibilizar aos moradores quanto à suspensão das atividades de turismo e outras ações que possam trazer o vírus para as comunidades. As comunidades estão unidas para este enfrentamento com mais de 22 voluntários monitorando a entrada das pessoas. Fotos: Johnson Portela 

Carta pública pela defesa dos direitos da mãe terra e pela vida da Amazônia com seus povos

DIA INTERNACIONAL DA MÃE TERRA (22 de abril) Anos e anos de pressão, especialmente das insistentes mobilizações dos povos originários e da publicação da Carta da Terra no ano 2000, fruto de um processo internacional participativo com adesão de mais de 4.500 organizações da sociedade civil e organismos governamentais, levaram a ONU a declarar, em 2009, o dia 22 de abril como Dia Internacional da Mãe Terra. Agora, no ano 2020, a celebração do Dia da Mãe Terra está sendo realizada com a humanidade vivenciando uma dura experiência de globalização: em meses, um denominado “novo coronavírus” está afetando todos os povos do Planeta. Levado pelos diversos caminhos do mercado, desde o do turismo até o de mercadorias, sua rápida capacidade de contágio só encontrou a estratégia de isolamento de todas as pessoas como medida capaz de diminuir a sua velocidade e evitar o colapso dos serviços públicos e privados de saúde. O orgulhoso mercado globalizado experimentou seus limites e contradições, e hoje…